Jacques
DeMolay , o patrono da nossa grande Ordem!
Aos 21
anos de idade, Jacques DeMolay entrou para a Ordem dos Cavaleiros
Templários. Estes eram uma organização sancionada pela Igreja
Católica Romana de 1128, para proteger e guardar as estradas
entre Jerusalém e Acre, um importante porto da cidade no Mar
Mediterrâneo. A Ordem dos Cavaleiros Templários participou das
Cruzadas, e conquistou um nome de valor e heroísmo.
Nobres
e príncipes enviaram seus filhos para serem Cavaleiros Templários,
e isso fez com que a Ordem passasse a ser muito rica e popular
em toda a Europa.
Em
1298, Jacques DeMolay foi nomeado Grande Mestre dos Cavaleiros,
uma posição de poder e prestígio. Jacques DeMolay assumiu o cargo
após a morte de seu antecessor Teobaldo Gaudini no mesmo ano
(1298).
Como Grande Mestre, Jacques DeMolay passou por uma difícil
posição pois as cruzadas não estavam atingindo seus objetivos. O anticristianismo
sarraceno derrotou as Cruzadas em batalhas capturando algumas cidades e portos
vitais dos Cavaleiros Templários e os Hospitaleiros (outra ordem de cavalaria),
restaram apenas um único grupo do confronto contra os Sarracenos.
Os
Cavaleiros Templários resolveram se reorganizar e readquirir
sua força. Eles viajaram para a Ilha de Chipre, esperando pelo
público geral para levantar-se em apoio à outra Cruzada.
Em
vez de apoio público; como sempre, os Cavaleiros atraíram a atenção
dos poderosos Lordes. Em 1305, Filipe IV "o Belo",
rei da França, resolveu obter o controle dos Templários para
impedir uma ascensão no poder da Igreja. O Rei era amigo de Jacques
DeMolay (um de seus filhos era afilhado de Jacques DeMolay, Delfim
Carlos, que mais tarde se chamaria Carlos IV e seria rei da França).
Mesmo sendo seu amigo, o rei da França com toda a sua ganância
tentou juntar a ordem dos Templários e a ordem dos Hospitaleiros,
pois sentiu que as duas ordens formavam uma grande potência econômica.
Filipe IV sabia que a Ordem dos Templários, possuía várias propriedades
e outros tipos de riqueza, doados pelos que um dia, haviam recebido
a ajuda dos Templários em várias cruzadas pela Europa.
Sem
obter o sucesso desejado, que era a de juntar as duas ordens
e se transformar em um líder absoluto, o rei da França armou
um plano para acabar com a Ordem dos Templários. Usando um nobre
francês de nome Esquin de Floyran. O nobre francês teria como
missão denegrir a imagem dos templários e de seu Grão Mestre
Jacques DeMolay, e como recompensa Esquin de Floyran receberia
terras pertencentes aos Templários logo após derrubá-los.
O
ano de 1307 viu o começo da perseguição aos Cavaleiros. Apesar
de possuir um exército com cerca de 15 mil homens, Jacques Demolay
havia ido a França para o funeral de uma Princesa da casa Real
Francesa e havia levado consigo poucos homens, sendo esses todos
nobres. Na madrugada de 13 de outubro Jacques DeMolay, juntamente
a seus amigos, foram capturados e lançados nas masmorras pelo
chefe real Guilherme de Nogaret (este era um de seus conselheiros).
.
Durante sete anos, Jacques DeMolay e os Cavaleiros sofreram torturas
e viveram em condições subumanas. Enquanto os Cavaleiros não se dobravam,
Filipe IV gerenciava as forças do Papa Clement para condenar os Templários.
Suas riquezas e propriedades foram confiscadas e dadas a proteção de
Filipe.
Após
três julgamentos, Jacques DeMolay continuou sendo leal para com
seus amigos e Cavaleiros. Ele se recusou a revelar o local das
riquezas da Ordem, e recusou-se a denunciar seus companheiros.
Em 18 de Março de 1314, ele foi levado à Corte Especial. Como
evidências, a Corte dependia de confissões forjadas, supostamente
assinadas por Jacques DeMolay. Ele desmentiu as confissões forjadas.
Sob as leis da época, a pena por desmentir uma confissão, era
a morte. Jacques Demolay foi julgado pelo Papa Clemente, e assim
como Jacques Demolay, outro Cavaleiro, Guy D'Auvergne, desmentiu
sua confissão e ambos foram condenados . O Rei Filipe ordenou
que ambos fossem queimados naquele mesmo dia, e deste modo a
história de Jacques DeMolay se tornou um testemunho de lealdade
e companheirismo. Demolay veio a falecer aos seus 70 anos de
idade no dia 18 de Março de 1314.
Jacques DeMolay durante sua morte na fogueira intimou aos
seus três algozes, a comparecer diante do tribunal de Deus, amaldiçoando os descendentes
do Rei da França, Filipe o Belo. O primeiro a morrer foi o Papa Clemente V, logo
em seguida o Chefe da guarda e conselheiro real Guilherme de Nogaret e no dia
27 de novembro de 1314 morreu o rei Filipe IV com seus 46 anos de idade.
A Última
Prece de Jacques DeMolay:
"Senhor,
permiti-nos refletir sobre os tormentos que a iniqüidade e a
crueldade nos fazem suportar. Perdoai, oh meu Deus, as calunias
que trouxeram a destruição à Ordem da qual Vossa Providência
me estabeleceu chefe. Permiti que um dia o mundo, esclarecido,
conheça melhor os que se esforçam em viver para Vós. Nós esperamos,
da Vossa Bondade, a recompensa dos tormentos e da morte que sofremos
para gozar da Vossa Divina Presença nas moradas bem-aventuradas.
Vós, que nos vedes prontos a perecer nas chamas, vós julgareis
nossa inocência. Intimo o papa Clemente V em quarenta dias e
Felipe o Belo em um ano, a comparecerem diante do legítimo e
terrível trono de Deus para prestarem conta do sangue que injusta
e cruelmente derramaram."